
Após passar duas décadas de sofrimento preso num corpo que deixara de controlar, alguém fez a descoberta. O médico Steven Laureys percebeu que a mente de Rom Houde não estava morta, através da mais moderna tecnologia de imagem cerebral, e ligou-o a um computador, para que o pudessem finalmente ouvir. “Jamais esquecerei o momento em que foi identificado o que estava errado comigo – foi o meu segundo nascimento. Quero falar com os meus amigos e apreciar a vida, agora que sabem que não estou morto”, afirmou.
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O médico que desvendou o caso de Rom Houde acredita existirem milhares de pessoas a viver um drama semelhante. “Estima-se que entre três mil e cinco mil pessoas fiquem num estado intermédio: continuam vivos sem nunca voltar”, defende. “Só na Alemanha”, prossegue, “cerca de 100 mil pessoas sofrem graves lesões cerebrais. Alguns morrem, outros recuperam”. Se estas conclusões estiverem correctas, poderá haver esperança para muitos pacientes nestas condições.
Fonte: Correio da Manhã
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